
O dermografismo é um tipo de alergia que se caracteriza pelo aparecimento de inchaço após um estímulo, causado por um arranhão ou contato na pele, que pode vir acompanhado de coceira e vermelhidão na região ao redor. Essa alergia, também chamada de urticária física, é causada por uma resposta imune exagerada do organismo após uma pressão exercida sobre a pele, havendo uma reação no mesmo formato do estímulo causado. Apesar de não haver tratamentos específicos, as crises podem ser prevenidas e é possível aliviar os sintomas com uso de remédios anti-alérgicos. Constitui uma das dermatoses mais freqüentes: 15% a 20% da população têm pelo menos um episódio agudo da doença em sua vida, resultando em percentual que varia de um a 2% dos atendimentos nas especialidades de Dermatologia e Alergologia. A urticária é classificada do ponto de vista de duração da evolução temporal em aguda (inferior a seis semanas) ou crônica (superior a seis semanas). O tratamento da urticária pode compreender medidas não farmacológicas e intervenções medicamentosas, as quais são agrupadas em tratamentos de primeira (anti-histamínicos), segunda (corticosteróides e antileucotrienos) e terceira linha (medicamentos imunomoduladores). As medidas terapêuticas de segunda e terceira linha apresentam maiores efeitos adversos, devendo ser reservadas aos doentes que não apresentaram controle da doença com os de primeira linha, ou àqueles a respeito dos quais não é possível estabelecer uma etiologia, tal como nas urticárias auto-imunes. (Zuberbier T, Greaves MW, Juhlin L, Kobza-Black A, Maurer D, Stingl G, et al. Definition, classification, and routine diagnosis of urticaria: a consensus report. J Investig Dermatol Symp Proc. 2001; 6:123-7.)

Ariana Campos Yang, professora de Imunologia Clínica e Alergia, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina (FM) da USP, contou ao Jornal da USP no Ar os processos biológicos que levam ao desenvolvimento desse problema. “Na nossa pele existem células responsáveis por desencadear processos alérgicos, chamadas mastócitos que, por inúmeras razões, podem ficar instáveis. Ela guarda dentro dela substâncias que causam coceira, vermelhidão e inchaço, que contribuem com o processo alérgico, sendo que a principal é a histamina. Quando sua membrana a libera, isso causa a urticária ou o dermografismo, caracterizados pelo aparecimento de vergões e edemas acompanhados de coceira nos locais onde a pele sofre pressão”, explica ela.
Alguns fatores que contribuem com essa instabilidade são “pele seca, períodos de estresse, uso de medicações como anti-inflamatórios. A pessoa que sofre com dermografismo se sente muito incomodada, muitas vezes só por estar usando uma peça de roupa um pouco mais apertada”, de acordo com a especialista. “É por isso que no inverno pode haver piora, já que é um período em que nossa pele tende a ressecar mais facilmente.” Segundo Dermografismo é urticária que pode piorar no inverno – Jornal da USP
Tratamento

O dermografismo atinge 5% da população e apesar de os sintomas serem leves na maioria dos pacientes, alguns têm a sua qualidade de vida afetada, interferindo no sono, lazer e no trabalho.
Além disso, situações de stress e ansiedade podem agravar o quadro. Do mesmo modo, altas temperaturas (seja do clima ou mesmo do banho no chuveiro quente) podem piorar o quadro.
O problema pode aparecer em pessoas de qualquer idade, mas costuma ser mais comum entre adultos jovens. O pico de maior incidência de casos é em jovens com 21 a 39 anos. Além disso, aqueles que já tem pele seca ou sofrem com dermatites, desenvolvem um risco mais elevado.
O tratamento é voltado, antes de mais nada, para a prevenção. Ou seja, evitando os fatores que desencadeiam a reação. O médico alergista, no entanto, pode receitar anti-histamínicosou antialérgicos. Além disso, outras medidas simples podem ajudar a prevenir os sintomas, como dar preferência para toalhas macias, evitar banhos longos e quentes, roupas coladas e manter o organismo e a pele hidratados.

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